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A Família Missionária de Nossa Senhora
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  Acolhimento > Apresentação > A devoção a Nossa Senhora das Neves em Saint-Pierre-de-Colombier

Nossa Senhora das Neves

Histórico da devoção a Nossa Senhora das Neves à Saint-Pierre-de-Colombier

I – A Família Missionária de Nossa Senhora

Os irmãos e irmãs da Família Missionária de Nossa Senhora são consagrados a Nossa Senhora das Neves. A sua devoção a Nossa Senhora das Neves começou com a fundação em Annonay da Equipa Nossa Senhora das Neves pelo Pai Lucien-Marie Dorne, em Fevereiro de 1944. Esta “Equipa” não era ainda uma Comunidade de consagrados. Agrupava algumas jovens que desejavam uma nova forma de vida consagrada , sem saber onde realizar os seus projectos. O Pai Lucien-Marie Dorne, escuteiro O nosso Pai tinha uma grande devoção por Nossa Senhora das Neves desde os tempos de escuteiro. Propusera a estas jovens de se consagrarem à Virgem Maria sob o vocábulo de “Nossa Senhora das Neves” para se deixarem guiar e formar por ela. Em 16 de Junho de 1945, Augusta Bernard tornou-se a responsável da Equipa de Nossa Senhora das Neves. Esta induziu o Pai a tomar as suas responsabilidades de fundador de uma nova Comunidade. Para ganhar a convicção que lhe faltava, o nosso Pai participou no Retiro de fim de ano de Chateauneuf-de-Galaure. Teve a graça de rezar e de conversar com Marthe Robin e tomou a decisão da nova fundação na noite de oração de 31 de Dezembro de 1945, com a qual terminou o Retiro. Nomeado pároco de Saint Pierre de Colombier em 11 de Fevereiro de 1946, mandou erigir a estátua de Nossa Senhora das Neves, benzida por Monsenhor Alfred Couderc, em 15 de Dezembro de 1946. Desde este dia, a Festa de Nossa Senhora das Neves da nossa Família Missionária é celebrada em Saint-Pierre-de-Colombier no sábado ou no Domingo na oitava da Imaculada Conceição.

II - Nossa Senhora das Neves de Roma

O nosso Pai gostava de lembrar a tradição de “Nossa Senhora das Neves” de Roma. A dedicatória da Basílica, Santa Maria Maior, erigida sobre o monte Esquilin, uma das sete colinas de Roma, é celebrado todos os anos, a 5 de Agosto. Nesse dia, em Roma, não se fala de “dedicatória de Santa Maria Maior”, mas de Festa de “Nossa Senhora das Neves” por causa da tradição romana existente :

Deus quis que fosse edificada em Roma uma Basílica em honra da Mãe do Seu Filho. O Patrício romano Giovanni e sua esposa, na noite de 4 para 5 de Agosto (cerca do ano 360) fizeram uma experiência espiritual que os marcou profundamente. Compreenderam ( por um sonho ou uma aparição) que a Santa Virgem lhes pedia para edificarem em sua honra uma igreja num local que lhes seria indicado por um sinal. Giovanni e a sua esposa foram de imediato encontrar o Papa Libério dando-lhe conhecimento do pedido da Santa Virgem. Com este Papa, procuraram e encontraram o lugar indicado pela Virgem Maria sobre a colina do monte Esquilin. Uma neve milagrosa marcava o lugar da futura Basílica ! Em recordação desta neve milagrosa, a Santa Virgem foi invocada sob o título de Nossa Senhora das Neves ! Pode ver-se na capela Paulina da Basílica, por cima do altar, a representação da cena que mostra o Papa Libério constatando a neve milagrosa e delimitando o lugar da igreja. A igreja em honra de Nossa Senhora das Neves foi construída no local designado pelo Céu e, depois do Concílio de Éfeso (431) – que proclamava Maria, Mãe de Deus – esta igreja foi aumentada e ornada com magníficos mosaicos. A Mãe de Deus podia, assim, ser venerada em Roma na primeira Basílica do mundo em sua honra, daí a origem do nome: Basílica de Santa Maria Maior. Não devemos esquecer também que esta Basílica Maior é também a Basílica de Nossa Senhora das Neves. O nosso Pai orou e reflectiu para compreender melhor os desígnios de Deus sobre o sinal da neve: compreendeu que a brancura imaculada e brilhante da neve era o símbolo mais adaptado para significar a pureza do Coração Imaculado de Maria: nada há mais branco do que a neve !

É também importante sublinhar que a devoção a Nossa Senhora das Neves está ligada desde o Concílio de Éfeso (431) a devoção de Maria “Mãe de Deus”.

III – O Pai Lucien-Marie, a devoção a Nossa Senhora das Neves e as equipas de Nossa Senhora das Neves

a) A devoção dos escuteiros de França a Nossa senhora das Neves

Jovem escuteiro, o nosso Pai – que fez a sua promessa de escuteiro em 1926 – aprendeu a orar à Santa Virgem sob o vocábulo de Nossa Senhora das Neves. As suas estadias na Trapa de Nossa Senhora das Neves – na diocese de Viviers – também o ajudaram a desenvolver esta devoção. Em 1930, com a idade de 16 anos, foi definitivamente “conquistado” por Nossa Senhora das Neves, participando, com o seu grupo de escuteiros de Privas, à bênção da grande estátua de Nossa Senhora das Neves, erigida pelos escuteiros de França em Gavarnie. Esteve na iminência de fazer uma queda que seria mortal no circo Gavarnie. Chamou em seu socorro Nossa Senhora das Neves: o seu cajado prendeu-se nos rochedos, estava salvo! Esta experiência marcou-o muito, guardou dela uma grande confiança e um enorme reconhecimento em relação a Nossa Senhora das Neves.

b) A equipa de Nossa Senhora das Neves

Em Annonay, no mês de Fevereiro de 1944, o nosso Pai fundou a Equipa de Nossa Senhora das Neves e depois as guias de Nossa Senhora das Neves. Esta dupla fundação permitiu-lhe desenvolver a espiritualidade dos guias de Nossa Senhora das Neves. Pela expressão “primeira guia” ele quis fazer descobrir a acção materna e educadora de Nossa Senhora das Neves. Não se trata de fazer uma ascensão individualista nem de bater recordes, mas de subir agarrados uns aos outros e à primeira, a Nossa Senhora das Neves, nossa guia. Nossa Senhora das Neves ajuda-nos a subir a montanha que é o Cristo. Devemos fazer-lhe confiança e deixar-nos guiar, passo a passo, por ela. A imagem da guia simboliza muito bem a ajuda que Nossa Senhora das Neves nos traz no combate espiritual. A alta montanha pede energias, resistência e domínio de si mesmo. O grupo que quer alcançar a sua ascensão tem necessidade de um guia seguro e prudente, mas também de um treinador com um coração ardente e misericordioso, que saiba encorajar e ajudar nas dificuldades da subida. Nossa Senhora das Neves é a guia do grupo que, bem melhor do que todos os guias mais experimentados, vela, com o seu coração materno e amante, sobre cada elemento do grupo. Se não largarmos a corda, teremos a certeza de chegar ao fim! O nosso Pai gostava muito desta oração: “Nossa Senhora das Neves, primeira guia do grupo, ajuda-nos a subir”

c) A pequena estátua de Nossa Senhora das Neves em Annonay

Com os membros dos grupos de Nossa Senhora das Neves, o Pai e Augusta Bernard erigiram, no dia 5 de Agosto de 1945, uma pequena estátua de Nossa Senhora das Neves, sobre uma encosta do Monte Miandon, dominando a vila de Annonay. Augusta Bernard procurou uma estátua da Santa Virgem, a mais branca possível. Apenas encontrou uma a seu gosto: ela tinha a forma da estátua da Rua du Bac. Esta estátua foi adoptada, depois erigida sobre o Monte Miandon, no dia 5 de Agosto, e enfim benzida no dia 8 de Dezembro de 1945. Um pequeno sinal do céu foi dado neste 8 de Dezembro: a neve, que havia sido pedida pelo grupo da Virgem Santa. A manhã não estava, todavia de feição a nevar : o sol brilhava e não estava frio! O céu começou a cobrir-se no fim da manhã e a neve começou então a cair cerca do meio-dia, ao começo da procissão. A vila de Annonay recobriu-se de um manto branco, enquanto que o grupo de Nossa Senhora das Neves subia, orando, pelo Monte de Miandon. A neve parou de cair logo terminada a procissão. O Pai e a Mãe Marie-Augusta não falavam de milagre mas de um sinal que muito os encorajou na sua devoção por Nossa Senhora das Neves.

IV - Nossa Senhora das Neves em Saint-Pierre-de-Colombier

No dia 23 de Julho de 1944, os paroquianos de Saint-Pierre-de- Colombier, membros da Acção Católica Geral Feminina de França, tinham feito o seguinte voto: se a aldeia de Saint Pierre de Colombier fosse protegida contra a derrocada alemã, far-se-ia erigir uma estátua em honra da Santa Virgem. A aldeia foi efectivamente protegida. Os alemães não passaram por Saint Pierre de Colombier e nenhum habitante foi morto. O Pai, que havia sido nomeado padre desta paróquia em 11 de Fevereiro de 1946, compreendeu a importância da colocação da estátua, de acordo com o voto de 1944. Dirigiu-se sem tardar, a um escultor de Lião, o senhor Bachinni. Este aceitou trabalhar na edificação da estátua de três metros de altura, mas na base de um único modelo: a estátua da Rua du Bac. Era, sem que o escultor o soubesse, o modelo da estátua erigida no Monte Miandon no dia 5 de Agosto de 1945. O Pai , que tinha pensado na forma de Nossa Senhora de Fátima ou na de Nossa Senhora das Neves de Gavarnie, concluiu que a divina Providência quis que a Nossa Senhora das Neves seja venerada pela nossa Comunidade sob a forma da estátua da Rua du Bac: Nossa Senhora das Neves é a Mãe de Deus, é também nossa Mãe e a nossa Mediadora de graças.

Citemos este extracto do acto da consagração a Nossa Senhora das Neves, feito pelo nosso Pai em 15 de Dezembro de 1946: “Com toda a nossa alma, nós queremos esta consagração. Porque no vosso coração se encontram as sobre abundantes riquezas espirituais derramadas nele por Deus, não só para vós, mas que também transbordam para nós, desejamos que, em cada vez que o nosso olhar se voltar para a vossa imagem colocada nos nossos rochedos, depositar também um olhar interior no vosso Coração cheio de graças para tirar dele a coragem e a luz que nos fará avançar no caminho estreito, pedroso, íngreme e penoso, que deverão seguir os verdadeiros discípulos de Jesus”.

V - A Festa de Nossa Senhora das Neves e a nossa Missão

O nosso Pai procurou desenvolver, todos os anos, a Festa de Nossa senhora das Neves no dia 15 de Dezembro. Para permitir aos peregrinos que não habitavam a região de Saint-Pierre-de-Colombier de participar nesta festa, era ela celebrada no Domingo, entre o 8 e o 15 de Dezembro. Com a Mãe Marie-Augusta, eles compreenderam a importância do desenvolvimento da devoção a Nossa Senhora das Neves: é ela que guia e dirige a nossa missão. Devíamos conduzir os nossos amigos à presença de Nossa Senhora das Neves para que ela os possa encher de graças. Devíamos também ser os apóstolos do seu Coração Imaculado para dirigir e mandar dirigir o combate olímpico da pureza. Esta expressão – ligada ao nosso carisma e utilizada pela primeira vez pelos nossos Pai e Mãe em 1948 – revela bem um aspecto importante da devoção a Nossa senhora das Neves: a educação ao belo amor segundo os corações de Jesus e de Maria.

A celebração do “quinquagésimo” , no dia 15 de Dezembro de 1996 presidida por Monsenhor Bonfils , bispo de Viviers, marcou uma etapa decisiva no desenvolvimento da Festa de Nossa Senhora das Neves. Esta festa foi preparada com uma novena de meses; teve lugar no dia 15 de Dezembro como em 1946; o nosso Bispo autorizou-nos a celebrar a liturgia da solenidade do Coração Imaculado de Maria. Mais de 1.000 peregrinos participaram a esta Festa.

A celebração do “sexagésimo” , sábado, 16 de Dezembro de 2006, presidida por Monsenhor Blondel, deu-lhe um novo impulso: os membros da Família Missionária e os seus amigos prepararam a Festa com uma novena de semanas: participaram 1.300 peregrinos.

Esta última Festa foi um sinal forte da unidade e da unicidade da missão da nossa Família: muitos compreenderam que não há a missão de tal ou tal Lar, mas a missão da Família Missionária de Nossa Senhora, cuja grande Festa é a Festa de Nossa Senhora das Neves em Saint-Pierre-de-Colombier.

Esta Festa pôs em relevo - pelas numerosas graças concedidas – a importância do brilho de Nossa Senhora das Neves “Mater e Magistra” , Mãe e Mestra, Educadora dos corações ao belo amor e que conduz a Jesus na ascensão espiritual.

A convicção do Capítulo de Janeiro de 2007

“A Festa de Nossa Senhora das Neves deverá, no futuro, permanecer a Grande Festa da nossa Família Missionária de Nossa Senhora e de todos os nossos amigos. Será a ocasião de actualizar o que o Cardeal Rodé nos dizia em Roma no dia 16 de Outubro de 2006: “ Vós sois a Família de Nossa Senhora”. O Pai estava convicto de que na Festa de Nossa Senhora das Neves, a Santa Virgem recebia de Deus a autorização de dar muitas “prendas de festa”. Todos os Domini deverão compreender que, se são membros da Família de Nossa Senhora, isso não significa só que são membros de uma Família religiosa que tem uma devoção mariana, que fala de Nossa Senhora, mas que são ainda membros de uma Família da qual Nossa Senhora é a Mãe, a primeira do grupo, a guia que conduz a Jesus.

Se tiverem esta convicção, prepararão anualmente a grande Festa de Nossa Senhora das Neves e terão empenho em convidar todos os amigos a vir ao pé da sua estátua em Saint-Pierre-de-Colombier, lugar escolhido pela divina Providência para ser o Centro de devoção da Família Domini a Nossa Senhora das Neves. Todos os outros Lares, mesmo que estabelecidos em diversos países do mundo, dependerão deste lugar privilegiado.

Ó Nossa Senhora,
confiamo-nos em vós,
na vossa obediência abençoada
e na vossa protecção muito especial.
Hoje e cada dia confiamo-vos
nossas almas e nossos corpos,
confiamo-vos toda nossa esperança
e toda nossa consolação,
todas nossas angústias e nossas misérias,
nossa vida e o fim da nossa vida,
de modo que, pela vossa santíssima intercessão
e pelos vossos méritos,
todas as nossas acções sejam dirigidas
e dispostas de acordo com vossa vontade
e a do vosso Filho.
Amém."



Eu sou todo teu, Maria Virgem Santa.
Tudo o que possuo é teu, Maria, Virgem pura.
Sede o meu guia em tudo, Maria, nossa Mãe

   

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